terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O sentido da palavra racismo

RACISMO


O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligênciapré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferiridade, se sentindo, muitos povos, como sendo inferiores aos europeus.

Estudante prounista de direito sofre com racismo na PUC-SP


A estudante do último ano de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Meire Rose Morais sofreu ofensas com conteúdo racista de uma colega de sala. De acordo com ela, as agressões se deram em uma lista de e-mails. Meire relata que é comum os bolsistas negros do Prouni serem tratados de maneira preconceituosa.

“Ela manda os e-mails com vários contextos que discriminam a questão racial: ‘esse creme que você usa para emplastar seu cabelo’. Ela faz uma ofensa pelos elementos raciais que eu possuo. Eu tenho o cabelo crespo, cacheado e para ele não armar muito eu passo bastante creme.”

Meire é solteira e mãe de três filhos. Dentro de um mês se formará aos 46 anos de idade. Ela conta que foram feitas referências até mesmo a um problema no pé que a obriga a usar sandálias.

“Ela deixa bem claro o que ela entende das pessoas negras, que é tudo bandido, ladrão. Eu nunca imaginei que pudesse causar tanto problema. Eu passei cinco dias chorando na faculdade. Eu não conseguia me vestir direito, eu tinha medo de sair de casa e as pessoas rirem de mim. Eu tive dificuldades para colocar de novo a minha sandália.”

O advogado Cleyton Wenceslau Borges, que acompanha o caso, acionará o conselho universitário para pedir apuração. Depois de encerrada a sindicância, poderão ser abertos processos na Justiça. Meire revela que também será solicitado ao Ministério da Educação que oriente as universidades a implementarem fóruns de discussão e combate ao racismo como exigência para a concessão do título de filantropia.

“Às vezes aquela pessoa é tão tímida que não consegue se colocar. Então, teria que existir um comitê de combate a todos os tipos de discriminação. Não adianta apenas ter um psicólogo para atender aqueles que sofrem preconceito na PUC ou em outras universidades particulares que adotam ações afirmativas.”

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

Confira trechos de um dos e-mails:

“Fico feliz, pq agora, posso, sem peso na consciência, dizer: VAI SE FUDER!!!”

“Ah, já que estamos falando de campanhas e tal, queria te apresentar uma que só depende de vc, ela se chama: Meire, botas já!! É baseada no fato de que estamos cansados de ter que ver o seu pé grotesco!! Sério! Vc devia consultar um podólogo, tenho certeza que o SUS tem um, pq aquilo não pode ser só um joanete, com certeza é uma forma alienígena de vida que se acoplou ao seu pé!! Na boa, pela sua própria saúde, consulte um médico!”

“Além disso, tbm acho que está na hora de vc trocar o produto que vc usa para emplastar seu cabelo, pq esse já venceu, e o cheiro.... Na boa....É insuportável!”

“Ah! Mas espero que vc não leve para o lado pessoal sabe?! Gosto muito de vc! Vc alegra o meu dia e me faz dar muitas risadas, principalmente qnd vc vem com meia calça estampada, saia de bolinhas e sapatos caramelo! Uhaha! Hilário!”

“Ha, e só para fechar com chave de ouro, queria saber se vc não tem nada mais pra fazer da vida dq propaganda política? Pq pessoalmente acho q vc deveria se dedicar mais aos estudos, não?!

Mas hey! Oq eu estou falando vc já está bem encaminhada! Afinal, vc pratica a profissão mais antiga do mundo (É a prostituição caso vc nao saiba!)

Ou melhor.. acho que não Né?Pq, citando um político:

‘Vc nem pra prostituta serve pq é muito feia’ “

“Ufa! Obrigada mais uma vez por permitir esse meu desabafo! Com certeza sairei mais leve desta faculdade!”

Em 5 anos, só o ProUni colocou mais negros nas universidades do que nos últimos 100 anos


Para o fundador da ONG Educafro, frei David Raimundos Santos, a maior conquista da população negra no governo Lula foi o ProUni (Programa Universidade para Todos), criado em 2004. "Em cinco anos, só o ProUni colocou mais negros nas universidades do que os últimos cem anos de Brasil. E nós, negros, temos a consciência de que o que vai provocar a mobilidade social do povo negro é o acesso à educação de qualidade".

Agora ele espera que Dilma amplie o projeto, sobretudo em casos de alunos pobres que conseguem ingressar na universidade com bolsa integral, mas não tem dinheiro para transporte, alimentação e livros, e acabam sacrificando os estudos. Já existe o bolsa permanência que concede uma ajuda de custo de até R$ 300,00 mensais, justamente para atender estes casos, mas é apenas para cursos com carga horária de pelo menos 6 horas diárias, o que restringe a poucos cursos como medicina.

A Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), estima que as ações afirmativas já puseram cerca de 500 mil afrodescendentes nas universidades, a maior parte através do ProUni nas universidades privadas, e nas públicas, aproximadamente 90 mil ingressaram pelo sistema de cotas raciais. (Com informações do Portal Vermelho e R7)

Juventude negra - Patrimônio do Brasil



Juventude negra, Patrimônio do Brasil ( E agora, Tarso e Dilma?)
“... As vítimas do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e formas correlatas de intolerância esperam ansiosas, que as decisões que adotem os Estados produzam uma mudança real em seus destinos...” trecho do discurso da Sra. Mary Robison, do Alto Comissionado da ONU, na abertura da II Prepcom em Genebra, maio de 2001...”
A categoria juventude, na faixa etária de 15 a 29 anos, está constituída há pouco tempo enquanto segmento social com atenção às Políticas Públicas, ou seja, como grupo de direitos. O que era visto deliberadamente apenas ou somente como Movimento Estudantil de uma lado ou Movimento Hip Hop do outro lado, hoje tem outra forma, outra maneira, outro desenho, outro escoamento e tantos outro protagonistas, a fim de se constituir como Políticas Públicas efetivas.
No Brasil, este processo adquiriu um avanço graças ao protagonismo juvenil de várias organizações de jovens, de pesquisadores desta temática, e sobre maneira, de gestores de Políticas Públicas para a Juventude, o que identificamos como mecanismo de CONTROLE SOCIAL.

Há pouco, em Abril de 2008 o Governo brasileiro realizou a 1ª Conferência Nacional de Juventude, um momento riquíssimo com intensa participação popular (+ de 400 mil de participantes no Brasil) onde a juventude brasileira protagonizou com maestria este processo.
A primeira prioridade aprovada na Plenária final desta Conferência foi à recomendação de que o Governo Brasileiro atendesse aqui atender, significa EXECUTAR (INVESTIMENTO PÚBLICO) as deliberações do 1º Encontro Nacional de Juventude Negra, ocorrido em Lauro de Freitas – BA, em julho de 2007, tendo como referência, o Fórum Nacional de Juventude, os Fóruns Estaduais, os Líderes  Jovens (negros e negras), as Instituições negras (re) conhecidas e a grande capacidade (método) de articulação transformada em Ciências Política (ação), descrita no o Relatório final do ENJUNE.
As razões pelas quais este relatório torna-se um documento estratégico e emergencial, em especial, as propostas de políticas de inclusão e promoção que atendam a juventude em situação de vulnerabilidade – em sua maioria a juventude negra -, encontram-se no que será relatado a seguir.
O quadro social desenhado para a juventude, em destaque a juventude negra, vai da exclusão ao extermínio. No que se refere à educação, a taxa de analfabetismo, entre jovens de 15 e 19 anos, é de 3,7% para jovens brancos; 9.1% para jovens negros; 1,9% para jovens brancas e 4,2% para jovens negras, isto evidência a falta de acesso e a dificuldade de permanência no sistema escolar. O sistema educacional brasileiro, por muito tempo, desconsiderou na construção de seus currículos, a história e a contribuição estrutural – seja econômica, política, social e cultural da população negra no Brasil, o que limita efetivamente a construção de identidade, o sentimento de “pertença”, a possibilidade de vinculo do aluno com a escola.
Por conseguinte, a juventude negra sempre chegou mais cedo ao mercado de trabalho, com reduzida qualificação profissional, em funções de baixa remuneração e sem perspectivas de ascensão social e, em geral, em grandes situações de vulnerabilidade, o que caracteriza ausência de trabalho decente.
Hoje existem no Brasil 30 milhões de jovens que trabalham e isto não corresponde ao mesmo número de jovens que estudam.
No caso especifico das jovens negras, muitas abandonam a escola mais cedo por se tornarem mães já na adolescência. Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher - PNDS- 2006 mostram que aos 15 anos 4,8% das adolescentes brancas tornam-se mães, enquanto 7,5% das adolescentes negras.
E como se não bastasse esta realidade aqui apresentada nas áreas da Educação, Trabalho, Gravidez na adolescência, é de se observar também que os avanços da violência homicida das últimas décadas no Brasil são explicados exclusivamente pelo aumento dos homicídios contra a juventude. Se as taxas de homicídio entre os jovens passaram de 30,0 em 1980 para 51,7 (em cem jovens) em 2004, as taxas para o restante da população caíram levemente, passando de 21,3 para 20,8 (em cem mil habitantes).
Níveis extremamente elevados de vitimização juvenil por homicídio podem ser encontrados em todas as Unidades Federadas do Brasil, com casos extremos, como os do Estado do Amapá, onde a taxa de homicídios juvenis é 284,4% superior ao restante da população. A taxa média de homicídios juvenis (51,7% a cada cem mil jovens) é 148,4% superior à taxa do resto da população, 20,8% em cem mil, da mesma forma que no total de homicídios, mas com maior intensidade ainda, existem entre os jovens 83,1% a mais de vítimas negras do que de vítimas brancas. Com maior intensidade que na população total, 96,7% das vítimas de homicídio entre os jovens são homens; nos finais de semana, os homicídios juvenis aumentam 80% com relação aos dias da semana.
Outra estatística de homicídio juvenil se encontra dramaticamente nas 11 cidades apresentada pelo Pronasci. Veja tabela.
Mudar este quadro exige uma tarefa a ser enfrentada pela sociedade brasileira, pois a pergunta que tilinta os corações e mentes de jovens, pesquisadores e gestores de políticas para a juventude é - temos portas de saídas?

E a resposta - é sim! Temos portas de saídas, vejamos:

A capacidade de intervenção política da juventude negra permite reconhecer que é possível provocar uma transformação sobre a qualidade de vida da juventude brasileira.
Estamos vivendo um momento em que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil foi para o 74º lugar, e que este crescimento tende a dialogar diretamente com o com as ações do PAC. É fundamental que haja, portanto, uma coadunação, uma orquestração, uma integração destas ações para com esta geração que maior mobilidade tem entre nós, os jovens, e para as que virão.

Iniciativas governamentais e da sociedade civil articuladas para a construção de Políticas Públicas para a Juventude, apontam para novas perspectivas, desta feita, é oportuno visibilizar ações e práticas efetivas realizadas como conseqüência da criação da SEPPIR, da SNJ e SNM e do CONJUVE, tais como:
• 1º ENJUNE – Encontro Nacional de Juventude Negra
• 1ª Conferência Nacional de Juventude
• Projeto Farol • Revisão de Durban, em especial para as questões de juventude • Fórum Nacional de Juventude Negra • Consórcio Social da Juventude Quilombola (PE) • Cotas nas universidades públicas • Prouni • Comissão intersetorial do CONJUVE • Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Política para as Mulheres • RENAJUN – REDE NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA Neste sentido, a Juventude Negra por meios de suas expressões sócio/culturais tem provocado um resgate de identidade étnico-racial, afirmado a auto-estima, liderado espaços políticos e provocado um processo de conscientização da urgência da Política de Igualdade Racial; trazendo para estes cenários jovens indígenas, ciganos, tradicionais, quilombolas, ribeirinhas, de terreiros; saindo do EIXO RJ X SP; fortalecendo a Política Internacional SUL X SUL e intensificando diálogos em espanhol com muitas agencias da ONU. Apresentam então, deste modo, um potencial recriador, com reciliência, enfim criaram um método customizado, uma ação política pós estruturalista e fluída no meio em que atuam e (sobre)vivem. Tornam-se co-participes do Estado na construção e implantação e, sobretudo CONTRO SOCIAL de Políticas Públicas para a Juventude. Vale, muito, (re)lembrar que para chegar até aqui, boas práticas foram realizadas, ao longo deste processo, que incidiram no rendimento escolar de jovens negros e negras, e, sobretudo, contribuíram para o desenvolvimento das políticas de lazer, de cultura, de assistência social, de cidadania, de educação e de trabalho, por redimensionar o papel da escola, do educador ou gestor e do aluno, a exemplo de: • Projeto RAP... ensando a EDUCAÇÃO • PROJETO PODE CRÊR • CRJ – Centro de Referência para a Juventude • HIP HOP SUL • Frente Brasileira de Hip Hop • Nação HIP HOP • ZULU NATION BRASIL • MOVIMENTO HIP HOP ORGANIZADO Imperativo revelar que os dinamizadores para as Políticas Públicas de, para e com a Juventude Negra se encontram a priori em três espaços de gestão, a seguir: Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Juventude e Mulheres. Podemos afirmar que as três esferas públicas, em graus diferenciados, vêm acumulando iniciativas de Políticas Públicas para a Juventude, de Políticas de Promoção de Igualdade Racial e de Políticas de Gênero, sempre pautado no compromisso de ampliar e fortalecer a democracia no Brasil e, sobretudo, buscando a equidade social aos segmentos populacionais historicamente excluídos.O desafio do Governo Federal para além, de discutir politicamente, com seus pares federativos, o destino do PPA – Plano Plurianual para as políticas públicas de juventude, com efetivo investimento para as políticas de ações afirmativas, em especial, àquelas que trazem os recortes étnico-racial e de gênero, é AGORA (Dilma e Tarso) acertar na Engenharia e Arquitetura Política, de quem faz o que? E com quem? Sem esquecer o como, onde e por quê? Porque os demais desafios cotidianos do poder público em escala municipal, estadual e Federal está em (re) conhecer e aplicar a 1ª prioridade da 1ª Conferência Nacional de Juventude - o relatório do ENJUNE - na forma de Política Pública com investimento orçamentário real, cujo resultado, sem dúvida, incidirá na redução, combate, confronto da mortalidade juvenil , no extermínio da juventude, no desperdício de talentos juvenil, na avalanche de CRACOLÂNDIAS, repetência escolar, gravidez na adolescência...
O dialogo está posto, pois dia 12 de Agosto, passado, em comemoração ao Dia Internacional da Juventude o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto de  convocação da 2ª Conferência Nacional de Juventude, prevista para 2011, e durante a audiência, todos ressaltaram os avanços da agenda juvenil, incluindo duas vitórias registradas pelo segmento no último mês de julho, quando o Senado promulgou a PEC 042/2008, conhecido como PEC da Juventude, e aprovou, em caráter definitivo, a adesão do Brasil à Organização Ibero-Americana de Juventude (OIJ).

A PEC 042, transformada na Emenda Constitucional nº 65, inclui o termo jovem no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal e representa um passo importante para que a política nacional de juventude se consolide no Brasil como uma política efetivamente de Estado.
Para ressaltarmos três vitórias, para tal acontecimento, para tal grandeza, para tal consolidação de direitos, para tal fato, entendemos que à Juventude Negra deve-se dar uma atenção especial, imbuída de ousadia política, a partir da construção de um projeto integrado e integrador onde estes/estas jovens deixam de ser apenas público alvo de programas e projetos de inclusão e passem a ser protagonistas, a fim de que a equidade de direitos e oportunidades seja real para toda a juventude e que se efetive a máxima de vivermos um país justo e igualitário onde o exercício de cidadania e o protagonismo sejam para todos e todas.
A Juventude Negra deve assim, como outras juventudes, ser vista, estimulada e reconhecida pelo que é - Patrimônio do Brasil.




UNE torna-se membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR)



De caráter consultivo e integrante da estrutura básica da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) envolve não só a defesa e promoção de medidas para a melhoria dos direitos da população negra, mas também das populações étnico-raciais, como os quilombolas, judeus e ciganos.
A inserção da UNE no Conselho durante o biênio 2010-2012 reflete a pluralidade da entidade estudantil. Para o diretor de Combate ao Racismo da UNE, Clédisson Júnior, a presença da UNE no CNPIR representa ainda “uma abertura sobre a identidade étnica nas universidades, criando um diálogo para um conjunto de estudantes negros e negras”.Missão Composto por 22 órgãos do Poder Público Federal, 19 entidades da sociedade civil e por três notáveis indicados pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o CNPIR tem por missão propor alternativas para superar as desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas. Fruto da incidência política e do processo de apropriação das pautas estratégicas do movimento negro no campo da educação, a UNE, segundo Clédisson, continuará defendendo uma universidade mais democrática e inclusiva com políticas públicas de cotas raciais.

Seminário Internacional de Jovens Lideranças Africanas e Afro-brasileiras


A convite da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da
República do Brasil (SEPPIR/PR), em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude, o
Ministério das Relações Exteriores, a Fundação Friedrich Ebert e o Fundo de População
das Nações Unidas (UNFPA) a diretoria de combate ao racismo da UNE participará do Seminário
Internacional de Jovens Lideranças Africanas e Afro-brasileiras, que se realizará no
período de 08 a 11 de novembro de 2010, no Museu da República, na cidade do Rio de
Janeiro.
O Seminário visa proporcionar um encontro regional, troca de experiências e um
intercâmbio cultural, além de possibilitar o desenho de um plano de trabalho para ações
de capacitação, formação e incidência política para jovens lideranças no Brasil e na
África.
A atividade irá reunir 70 participantes entre altas autoridades de juventude,
representantes de organizações juvenis, especialistas, pesquisadores e gestores de
políticas públicas do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé
e Príncipe.

PM baiana continua a matança de jovens negros em Salvador



Redação: Com informações do Jornal A Tarde de Salvador
Salvador/BA - André de Jesus Cardoso, de 22 anos, e Tiago Santos Silva, de 20 – os dois jovens negros mortos pela Polícia Militar baiana – foram enterrados nesta terça-feira (06/10) no Cemitério Municipal de Itapuã, em Salvador. Os dois, que pertenciam a banda de pop rock BKS, foram executados por policiais militares na madrugada do último domingo.
Depois do enterro, em clima de muita emoção e indignação, a família e amigos fizeram manifestação de protesto na Avenida Octávio Mangabeira, em frente ao 12º Distrito Policial, revoltados com a versão da Polícia de que os jovens teriam reagido a tiros a abordagem.
Segundo testemunhas, por estarem sem habilitação na condução de uma moto, ao serem abordados, assustados, tentaram fugir quando foram executados.
Segundo familiares das vítimas, o clima de medo e terror com as mortes se estendeu até o velório. Policiais à paisana teriam rondado o cemitério durante o enterro.
Pelas costas
Os tiros disparados foram pelas costas. Segundo uma testemunha, que não quis se identificar, Tiago parava a moto no local após um amigo que estava em outra motocicleta ter sido parado na blitz. Policiais teriam disparado nas costas de André, que estava na garupa da moto de Tiago. Depois de caídos, os policiais, segundo a testemunha, teriam executado os rapazes.
A versão da Polícia de que teria havido troca de tiros, segundo a família, é apenas uma tentativa de esconder a execução covarde. Tanto André quanto Tiago não tinham envolvimento com crime ou drogas. Tiago era gerente de uma barbearia no Alto do Coqueirinho e André garçom em um hotel de Salvador. Tiago deixa a namorada grávida de três meses.
O Comando da Polícia Militar da Bahia instaurou inquérito para apurar o crime, que deverá ser concluído em 40 dias, podendo ser prorrogado por até mais 20 dias. A PM anunciou que, neste período, os policiais serão retirados das ruas e cumprirão expediente administrativo, porém, não estão presos.
Mais dois
Policiais militares da PM baiana também são acusados de terem torturado e assassinado, em agosto passado, os jovens Ricardo José Matos Barbosa, 24 anos, e Gabriel Souza Lima, de 20, que teriam sido retirados de um táxi e mortos, segundo testemunhas.
O corpo de apenas um deles – Gabriel – foi encontrado em um matagal no Centro Industrial de Aratu, com sinais de tortura com os olhos arrancados, segundo a família. O corpo de Ricardo ainda não foi encontrado.